Pégaso

Esse videozinho handmade fiz em 2008. Ensaio, teste, desopilação... chame como quiser.



Ganhou o Troféu Guarnicê (do 31o. Festival Guarnicê de cinema, no Maranhão) de Melhor Vídeo Nacional de um minuto. Foi bem surpreendente pq o troféu simplesmente chegou na minha casa em uma bela manhã. Foi bem massa.
Pégaso foi feito quase que inteiramente à mão com várias técnicas, como stop motion com bonecos, com desenhos, com carvão, com sobreposição de papéis, etc. Depois passou pelo Final Cut (feito por Fernanda Leite) e um pouquinho de After (Thiago Pinho) na cena da Medusa. A trilha meiga é de Arthur Jolly e Ana Luisa Carvalho.

Ne Pleure Pas Jeanette

Entre as coisas que fiz nesse meio tempo, está o curta Ne Pleure Pas Jeanette, escrito por mim e dirigido por Dácio Pinheiro.



O filme, na verdade, é um editorial de moda para a revista Mag com a direção de arte/ figurino brilhante de David Pollack. Pra fazer esse roteiro, me inspirei na canção popular francesa de mesmo nome, que alguns dizem ter aparecido no século XII. Como o tema era paixão, achei que a história de uma mulher que prefere ser enforcada a viver na ausência de seu verdadeiro amor seria ilustrativo suficiente. Como aqui a liberdade era o mais importante (para todos), virou uma trama futurista ou em outra dimensão, planeta ou o que seja.
Sem dúvida, um dos meus trabalhos mais felizes. Valeu, Dacim!

Ausência pura

E construtiva. Não teve jeito. Muita coisa. E agora muita coisa nova.

BLOW UP X BERGMANN

Contínuo trabalho de comiseração avançada
resultante da combinação inusitada
da banda abaixo citada
com O sétimo selo. OK?



Também gosto do título alternatico: A Cruz de Cada Um.

Roquem Rou

Ando precisado de ouvir rock brasileiro. Apesar de gostar muito daqueles que dizem que fazem"apenas" música, também prefiro os que assumem que isso não é rock, como o pessoal do Can - os pioneiros nesse tipo de argumento (como se eles precisassem de algum). 
No fim, a atitude rock'n'roll é chegar lá e dizer alguma coisa, mesmo que seja uma merda qualquer. E é nesse sentido que o rock brasileiro tem me preenchido nos últimos dias. 
Uma das coisas que me chamou a atenção é a Blow Up, que tem um disco bão de 1971, como vcs poderão perceber no próximo post. 
De qualquer jeito, dei uma passada no youtube antes e achei essa pérola postada por MeryPsychedelic: uma cena de Se meu Dólar falasse, de 1970, onde a Blow Up fez uma ponta.



RECICLAR O DESCARTAVEL OU O CUMULO DO SIMULACRO

A música da Whitney foi um presságio: remake de O Guarda-Costas. Não, nunca mais se farão novos filmes em Hollywood. É muito arriscado, uma vez que as pessoas (as que ainda não perderam o interesse) querem ver sempre a mesma coisa. E nada como um remake pra vender a mesma coisa duas vezes gerando muuuito mais lucro.
Depois de remake de tudo, de remake de remake, remake de cópia, chegamos ao remake do nada. Foi um clipão brega, enlatado descartável pra colocar Whitney no posto de diva dos anos 90, moldado pra isso.
Sem problemas em tentar vender Rihanna como o mesmo, de novo, o mesmo. A gente já se acostumou. Mas sendo o filme o clichê do clichê, não dá pra pelo menos mudar um pouquinho mais que a estampa das figuras? Essa é a não pergunta. A certa seria: “e pra que?”. E de troco um argumento: na nova língua portuguesa escreveremos O Guardacostas. Excitante, não?

Bowie vs Lee

Não é o bruce não, é o Christopher.
Esse pequeno video, homenagem a segunda sexta-feira 13 em 3 meses de 2009, é o primeiro da série "grandes clipes que nunca foram feitos".
Não que seja grande coisa, mas odeio video com foto do youtube.


OFICINA MALDITA


Faz tempo que eu me recuso a fazer um blog, mas como tenho escrito muito achei melhor começar a desovar. No momento em que tomei essa decisão, as linhas ficaram em branco e o que era pra se chamar Lapa 856R (homenagem a 1h30 de trânsito diário num bus) assumiu ser o que realmente parece a minha cabeça no momento.

Culpa do pod velho de guerra, tadinho, que ficou sem pilha e eu, sem tempo. Cinco minutos a menos de cama e ele estava alimentado de novo - e deliciosamente cheio de sete discos:

Lou Reed - Coney Island Baby
Black Sabbath - Heaven and Hell
Hedwig and The Angry Inch (trilha sonora do filme homônimo)
Motorhead - Overkill
Einstürzende Neubauten - The Jewels
Jacques Brel - Ne me Quitte Pas
Stevie Wonder - Music of My Mind

Blindagem perfeita para começar uma semana onde às 8h30 da manhã já fazia 33 graus no meu banheiro e o trânsito batia recordes de lentidão. Seria. A pilha tava lá, mas uma vez dentro do ônibus, eu notei que tinha esquecido o fone de ouvido. E a música da minha mente não é tão privilegiada quanto a do amigo Stevie.

Será que alguém vai estar ouvindo algo raw live sem fone no percurso? Geralmente não é legal, mas as vezes é melhor estar no palm da mão deles do que à mercê da minha própria cabeça. Ouvido vazio é o shuffle do diabo. Neurôninos malignos vão ressucitar uma faixa grudenta a qualquer momento.


Semana passada foi I HAVE NOTHING, da Whitney Houston. Jesus, o que me espera hoje?





Não tá inteiro, pode dar play (por sua conta e risco)

Aconteceu! Ai, não! Aconteceu! Quem bota a cabeça pra fora do Lago Ness? NUVEM DE LAGRIMAS, sucesso comercial de Chitãozinho e Xororó. Coisa que na intenet é comum achar cantada por Fafá de Belém, na época em que ela pegou carona nessa história aí.

Pra da Houston, eu tive uma solução: cantar uma versão em português. É uma estratégia que uso desde que fiquei com YOU GIVE LOVE A BAD NAME do Bon Jovi na cabeça. É muito eficiente, porque o sofrimento logo torna-se regozijo.



VAMO LA!

Pra NUVEM DE LAGRIMAS a escapatória foi tangente. Depois de momentos em branco, soa a voz doce de Nana Caymmi cantando POIS É. Me agarrei nessa fagulha de luz e subi da escuridão amarga por sobre nuvens de lágrimas e milágrimas e expulsei de mim a sensação sertaneja de Withney Houston cover.

No fim de tudo, lembrei que já está chegando o dia em que olharemos para as gravadoras e seus direcionamentos, que dão origem a nuvens de houstons, como parte de um superpassado até que saudoso.